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Texto

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Oi gente, 

Faz bastante tempo que não posto aqui mas é porque ando bem ocupada ou só sinto preguiça de contar tudo o que aconteceu, mas logo logo atualizo aqui, só fiz esse post pois quero deixar um texto que acabei de escrever, que na minha opinião resume muito o que um intercâmbio é, daqui 18 dias eu estou indo embora e o sentimento é diferente, então é isso, beijos. 

Texto: 

Agora que chegou ao fim tenho que demonstrar o sentimento que é ser intercâmbista. O que essa palavra significa? É misturar duas línguas ao mesmo tempo e ficar doida por isso,  é confuso. Todos os meus medos, a ansiedade que existia antes de vir pra cá, se passaram. Passei, passei por muita coisa, até passei roupa – coisa que não sabia –, é tanta coisa que não dá pra passar. Na verdade, passa um filme, rodando na minha cabeça e assistindo tudo que passei até agora. No final, me vejo sentada na cadeira da escola, relembrando como estava perdia nos primeiros dias, e sinto um cheiro, um cheiro de como se fosse novo, como eu cheirava naqueles primeiros dias. Agora que estou quase uma ex-intercâmbista, me enxergo mais amadurecida, e por mais clichê que isso pareça, a gente amadurece muito, muito mesmo. Precisava de um GPS, era difícil me encontrar nos lugares, não sabia encontrar nem eu mesma, quem diria encontrar a minha sala para a próxima aula? Se você gostaria de saber o que é passar pela experiência de ser um intercâmbista, é simplesmente se comparar como uma montanha-russa. A animação e excitação é tremenda. Na fila – que é grande – a espera é longa, mas quando sua vez está para chegar você soa, dá aquela dor de estomago, o medo vem, a ansiedade, a felicidade é tão grande que parece que vai explodir. Quando sua vez chega, já era, é isso. Sentando no brinquedo, você está tão animado mas ao mesmo tempo nervoso, quase um tiro no escuro, você não tem ideia do que vai acontecer, quer dizer, você já ouviu sobre montanhas-russas e como elas são esvoaçantes, mas nenhuma é igual a outra. A subida começa, e seus olhos fecham, o vento bate no seu rosto e seus cabelos voam, a adrenalina chega, você se sente bem, tão feliz, não poderia estar em algum lugar melhor do que aquele, mas de repente, a descida aparece, que pavor, meu Deus, seus olhos abrem, você está assustado, onde estou? Por quê estou aqui? Mãe, segura a minha mão... mas peraí, não tem mãe, onde ela está? A milhares de milhas longe, agora aguenta, não chora, é só uma descida, e ela passa. Durante esse percurso existem voltas e mais voltas, longas, que contém subidas e descidas, momentos de anestesia e adrenalina, mas também de olhos borrados e assustados.  Mas não se preocupe, por mais que você esteja sozinho nessa, tudo dará certo e você completará o percurso, afinal, o ingresso está pago, certo? No final, voltamos naquele mesmo lugar onde começamos, e ele parece estar igual, mas realmente você acabara de completar uma nova experiência de sua vida. Reparando o ambiente – que agora é reconhecível – não há mais surpresas, afinal, já passou por isso. Ao se direcionar para à saída, cambaleando um pouco, dando um ‘’até logo’’ para a montanha-russa, o sentimento de realização aparece em seu coração, e por mais que você estava sozinha, seu mundo inteiro está esperando por você logo ali, e não há coisa maior do que realizar tudo novamente.  
 

Perfil

Giulia Garcia, 17 anos, SP - Brasil, intercâmbista nos EUA por 10 meses.

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